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Acorrentados

Novembro 28, 2006

Há um ditado que diz: “De Espanha nem bons ventos nem bons casamentos.”
Este ditado português obviamente pode aplicar-se a todos os tipos de relações no domínio da vizinhança.

De certo que todos têm vizinhos, mais perto ou mais longe, mas todos nós partilhamos um sentimento mútuo por eles que é o desagrado. É uma relação forçada e não uma relação criada por vontade própria. Às vezes criam-se estas realções inadvertidamente com um simples: “Podia dizer-me as horas?”.
O certo é que ninguém escolhe os vizinhos que tem. (Ou até há aqueles que escolhem, mas são mais conhecidos por stalkers, mas isso é assunto para outra altura).

Ora, muitas das vezes esses caros vizinhos tentam incluir-nos nas suas actividades diárias, seja por uma conversa sobre algo pelo qual não temos mínimo interesse, seja numa actividade que não estaríamos à espera de fazer nem quereríamos efectuar; “Vizinha, arrainge-me uma xávuna d’açucre!” ou “Vizinho, vou de fériaz tome-me conta do gátu sáxabore.” são apenas exemplos. Quando o/a vizinho/a ainda é comestível no plano sexual e surge no horizonte a possibilidade desse favor ser retribuído com uma bela sessão de “vou-ta saltar prá espinha” o assunto nem é pernicioso… Mas são casos raros e portanto não vou estar para aqui a falar de excepções.

Ora, no domínio da internet virtualmente qualquer pessoa pode comunicar com outra, logo o número de vizinhos ascende exponencialmente em relação aos nossos vizinhos físicos. Mesmo assim, todos os subprodutos da relação de vizinhança se mantêm, sendo o mais irritante as chamadas correntes (ou chain-qualquer-coisa i.e. chain-mails).

Ora, uma das minhas vizinhas desta rede mundial decidiu passar-me um dos tais bichos, em versão “passa ao outro e não ao mesmo”, obviamente como não admiro tais vulgaridades, gerei este post.

Não, ninguém gosta de correntes, nem que morram gatinhos, nem que o MSN passe a ser pago, nem se morrerem três pretos e um cão na Damaia, nem mesmo se um destes três indivíduos nos vier violar à noite se por acaso cairmos na tentação de não continuar estas correntes.

Porquê? Porque ninguém gosta de ser coergido a fazer algo que não quer (reparem na finesse com que de repente fiz a relação com o tema “vizinhança”).

Dito isto em vez de 5 manias digo só uma:

– Tenho a mania de ter cabecinha para pensar e não entrar em jogos idiotas.

Mai nada! E esta corrente acaba aqui! Da minha parte ninguém vai ser importunado por estas coisas.

P.S.: A todos os pervertidos que ficaram a pensar nisso, NÃO, não sei se a vizinha é boa ou não, o que de qualquer maneira pouco me interessa, porque se andasse à procura de gaja ia antes ao “catálogo de carne humana & restos” também conhecido como hi5.

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